A privatização da Hidrovia do Madeira voltou a preocupar setores de Rondônia, após o Governo Federal sinalizar que deve seguir com os estudos técnicos e o leilão desta que é uma das principais rotas de escoamento do estado.
A movimentação surpreendeu já que o Governo havia suspendido os estudos no início deste ano após pressão de diversos setores dos estados de Rondônia, Amazonas e do Pará, que também pode ter duas hidrovias privatizadas.
Um dos maiores críticos da concessão, o senador Jaime Bagattoli (PL) cobrou explicações do Ministro de Portos e Aeroportos, Tomé França, sobre uma eventual concessão da Hidrovia do Madeira
“É com grande preocupação que recebi a notícia de que o Governo pretende seguir com a privatização do rio Madeira e outros rios na Amazônia. Neste ano, os estudos já tinham sido suspensos e, inclusive, cheguei a ter a confirmação disso diretamente da Antaq. Se houver recuo, o Governo mostra que não tem palavra e respeito com o povo do Norte”, declarou o senador.
Recentemente, o Governo Federal assinou um contrato no valor de R$ 123 milhões para a execução de serviços de dragagem e manutenção da navegabilidade da Hidrovia do Madeira.
IMPACTOS
No expediente legislativo, Bagattoli cobrou do Ministério informações sobre o real estágio do processo de estruturação, modelagem e eventual concessão da Hidrovia do Rio Madeira.
Em pontos mais sensíveis, o senador também cobrou medidas para frear o processo, entre elas a realização de audiência pública, além da remessa de estudos de impacto socioeconômico para usuários locais, transportadores, comunidades ribeirinhas e municípios diretamente afetados.
“Há dois anos que eu já venho falando das consequências de se privatizar a hidrovia do Madeira. A maioria dos portos hoje já são da iniciativa privada, logo não vemos vantagem para o exportador e a população em privatizar a nossa hidrovia, que já é a mais consolidada da região Norte. Vamos fazer o máximo possível para não por mais esse custo em cima do povo de Rondônia”, declarou o senador.





